Sobre

Pedro Yuka é um cantor, compositor, produtor musical e beatmaker brasileiro. Formado em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), seu trabalho é pautado pela interseção entre música e sociedade — tema que aprofundou durante a graduação, ao pesquisar as conexões entre economia, sociedade e música nos anos 1990, sob a perspectiva das letras de seu irmão, Marcelo Yuka (O Rappa).

Nos anos 2000, Marcelo foi atingido por nove tiros, episódio que o deixou paraplégico e transformou radicalmente a vida da família. A proximidade com o irmão, suas ideias e o contato precoce com a violência urbana cultivaram em Pedro um senso crítico e um desconforto social que se tornaram marcas de sua trajetória. Em 2019 Marcelo faleceu e Pedro passou a orientar sua produção artística a partir da própria vivência e de uma linguagem pessoal e autêntica.

Suas obras, fortemente influenciadas pelo eletrônico, funk e pela cultura Hip-Hop, exploram a vida urbana carioca e questões como falta de oportunidades, preconceito, violência policial e criminalidade. Para Pedro, a arte não se restringe ao entretenimento; é, acima de tudo, uma ferramenta potente de transformação social.

“Sou um agente cultural, um observador que pesca no inconsciente coletivo. Represento uma ideia que se manifesta em arte. Estou sempre à procura de novos formatos.”
— Pedro Yuka

Foto divulgação (foto: Tchello Oruê).

Início

Em 2021, Pedro Yuka iniciou sua dedicação integral à música e assumiu a direção do Observatório de Ecos, estúdio localizado na casa do irmão. O local, onde passou grande parte de sua vida, tornou-se o epicentro de sua criação. Em 2023, uniu-se a Rômulo Catharino – antigo assistente de Marcelo – para lançar seu primeiro álbum, sob o projeto batizado de Setor Norte. O nome é uma dupla referência: ao setor popular do estádio do Maracanã e à região onde vive, a Zona Norte do Rio de Janeiro.

Pedro Yuka no estúdio Observatório de Ecos (Acervo Pessoal)

Capa do single Herói (foto: Tchello Oruê).

Com letras de autoria de Pedro Yuka e distribuição pela Altafonte Brasil, o projeto Setor Norte lançou, na segunda metade de 2025, os singles Até o Fim e Herói. Esses trabalhos prepararam o caminho para o álbum Palavras Inteiras — título que subverte a expressão popular "meias-palavras" —, lançado como uma espécie de manifesto social.

Setor Norte

O álbum também incorpora uma reflexão sobre o luto de Pedro. Produzido integralmente pela dupla Pedro Yuka e Rômulo Catharino, que assinam composição, produção, gravação e mixagem, o trabalho foi realizado entre os estúdios Observatório de Ecos e Alcateia Audiovisual. A obra ainda conta com participações especiais de artistas como DJ Marcelinho da Lua, Marcos Lobato, Gimenez e Martin, entre outros.

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Herói

O segundo single do projeto, transporta o ouvinte para um cenário distópico. Através de argumentos irônicos, a faixa aborda temas como a falta de oportunidades, a violência policial e a criminalidade, questionando também o papel da figura do herói em uma sociedade orientada pelo sucesso individual. Considerada um divisor de águas para o projeto, a canção ganhou um videoclipe impactante, dirigido por Ronaldo Land da VQV Filmes.

Assista agora

Ronaldo Land, Pedro Yuka e Rômulo Catharino durante as gravações do videoclipe de Herói na sede da Altafonte Brasil, no Rio de Janeiro (foto: Tchello Oruê).

Coleção 3vs2

Desde a infância, Pedro testemunhava o pai presentear amigos com os quadros que pintou ao longo de trinta anos. Sua mãe, educadora e ex-aluna da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), mantinha a prática artística viva no ambiente doméstico. Já na vida adulta, viu seu irmão, Marcelo Yuka, encontrar na pintura e no desenho um novo canal de expressão após não conseguir mais compor músicas em função de dois AVCs.

Quase sem querer.

Com a necessidade de criar a capa para o álbum Palavras Inteiras, Pedro deu início a uma coleção de trabalhos visuais intitulada 3vs2.

Sem se prender a técnicas ou materiais específicos, a coleção carrega um nome que faz referência à disputa territorial entre facções criminosas no Rio de Janeiro. O título 3vs2 atua como um símbolo da violência urbana, entendida aqui como consequência direta do abandono estatal — da falha em prover educação, dignidade, oportunidades e qualidade de vida, sobretudo para as populações mais pobres. As obras são densas, vibrantes e frequentemente imersas em uma estética violenta e impactante, espelhando a própria natureza das ruas cariocas.

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Alexandre Santos